19/05/2011

EXERCÍCIOS SOBRE O ROMANTISMO 01 2º Ano EM

Você entendeu o Romantismo? Então, resolva

1. (FUVEST) Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo pela seguinte aproximação de opostos:

Aparentemente idealista, foi, na realidade, o primeiro momento do Naturalismo Literário.
Cultivando o passado, procurou formas de compreender e explicar o presente.
Pregando a liberdade formal, manteve-se preso aos modelos legados pelos clássicos.
Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao nacionalismo político.
Voltado para temas nacionalistas, desinteressou-se do elemento exótico, incompatível com a exaltação da pátria.
algumas questões.local.


2.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda.
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

(Álvares de Azevedo)


A característica do Romantismo mais evidente desta quadra é:

o espiritualismo.
o pessimismo.
a idealização da mulher.
o confessionalismo.

3.

Minh’alma é triste como a rola aflita
Que o bosque acorda desde o albor da aurora,
E em doce arrulo que o soluço imita
O morto esposo gemedora chora.

(Casimiro de Abreu)


A estrofe apresentada revela uma situação caracteristicamente romântica. Aponte-a.

A natureza agride o poeta: neste mundo, não há amparo para os desenganos amorosos.
A beleza do mundo não é suficiente para mitigar a solidão do poeta.
A morte, impregnando todos os seres e coisas, tira do poeta a alegria de viver.
O poeta recusa valer-se da natureza, que só lhe traz a sensação da morte.

4. (FUVEST) "O indianismo dos românticos [...] denota tendência para particularizar os grandes temas, as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental, inserindo-as na realidade local, tratando-as como próprias de uma tradição brasileira."

(Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira)


Considerando-se o texto acima, pode-se dizer que o indianismo, na literatura romântica brasileira:

procurou ser uma cópia dos modelos europeus.
adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus.
ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira.
deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental.

5.

TEXTO 1

Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam mais de cem mil-réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade.

(Murilo Mendes)




TEXTO 2

lá?
ah
sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...

cá?
bah

(José Paulo Paes)


Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura, cujo autor foi:

Álvares de Azevedo
Gonçalves Dias
Fagundes Varela
Gonçalves de Magalhães

6. (FUVEST)

Cantei o monge, porque ele é escravo, não da cruz, mas do arbítrio de outro homem.
Cantei o monge, porque não há ninguém que se ocupe de cantá-lo.
E por isso que cantei o monge, cantei também a morte.
É ela o epílogo mais belo de sua vida: e seu único triunfo.


O autor do trecho acima é um poeta da segunda geração romântica brasileira. Pelo fato de não utilizar frequentemente um tipo de linguagem própria da geração em que se encaixa, oscila, muitas vezes, entre a tradição clássica e o pessimismo. Trata-se de:

Castro Alves.
Junqueira Freire.
Gonçalves Dias.
Casimiro de Abreu.

7.

Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

(Castro Alves)


Aponte a alternativa que não se aplica ao texto:

O sonho dantesco a que se refere o poeta compõe-se de figuras humanas, os escravos.
Sonho dantesco remete às cenas horríveis do "Inferno", descritas na Divina Comédia, de Dante Alighieri.
O sonho dantesco expressa a indignação do eu-lírico diante do desajuste opressor/oprimido da sociedade brasileira do século XIX.
A expressão sonho dantesco conota a recusa em admitir que o que se via era real.
O sonho dantesco é o resultado da inadaptação do poeta ao mundo, devido a seus conflitos exclusivamente interiores.


8. Leia atentamente o texto abaixo

Ontem plena liberdade...
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade!
Nem são livres pra... morrer!
Prende-os a mesma corrente
Férrea, lúgubre serpente
Nas roscas da escravidão...
(...)
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus...


Sobre esse texto, não é correto afirmar que:

mostra o traço romântico do inconformismo.
dá tratamento eloquente à linguagem para tratar do tema da escravidão.
pode ser identificado com a poesia abolicionista de Castro Alves.
pelo tema que explora classifica-se na corrente social da poesia romântica.
traduz o pessimismo e o egocentrismo do poeta romântico diante da impossibilidade de mudar o mundo.



9. (FUVEST)

Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
Vós, que o templo das idéias
Largo - abris às multidões,
P'ra o batismo luminoso
Das grandes revoluções,
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclos nus,
Fazei desse "rei dos ventos"
— Ginete dos pensamentos,
— Arauto da grande luz!...

(Castro Alves)


O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro, nesses versos de "O livro e a América", permite afirmar corretamente que, no contexto de Espumas Flutuantes,

o poeta romântico assume o ideal do progresso, abandonando as preocupações com a História.
o entusiasmo pelo progresso técnico e cultural determina a superação do encantamento pela natureza.
o entusiasmo pelo progresso cultural se contrapõe ao temor do progresso técnico, que agride a natureza.
o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica, em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais
o poeta romântico propõe que literatura e natureza somem forças contra a invasão do progresso técnico.



10. (FUVEST)

LEITO DAS FOLHAS VERDES

Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração. movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.

Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.

Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.

Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!

A flor que desabrocha ao romper d'alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.

(Gonçalves Dias)


Assinale a alternativa correta com relação ao texto.

Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos, tais como "luar", "vales", "bosque" e "perfumes", pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista.
O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais, para expressar o amor por meio da espera.
O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista, recebida principalmente de Camões.
Apesar da intensa presença da natureza, o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo, pela presença dos elementos mitológicos.
Mesmo sendo romântico, notam-se ainda no poema os aspectos marcantes do Arcadismo, principalmente no que diz respeito ao bucolismo.



Literatura - Romantismo (10 questões)

1. (FUVEST) Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo pela seguinte aproximação de opostos:
Cultivando o passado, procurou formas de compreender e explicar o presente.
Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao nacionalismo político.
Comentário:A liberdade de criação propiciou ao romântico a amplitude temática, reforçada pela multiplicidade de assuntos que oferecia o mundo da época, com seus conflitos, transformações e interesses.
2.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda.
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

(Álvares de Azevedo)


A característica do Romantismo mais evidente desta quadra é:
a idealização da mulher.
Comentário:A figura da mulher é quase sempre convertida em anjo, figura poderosa e inatingível, ou em demônio, capaz de mudar a vida do homem, de levá-lo à morte e à loucura.
3.

Minh’alma é triste como a rola aflita
Que o bosque acorda desde o albor da aurora,
E em doce arrulo que o soluço imita
O morto esposo gemedora chora.

(Casimiro de Abreu)


A estrofe apresentada revela uma situação caracteristicamente romântica. Aponte-a.
A morte, impregnando todos os seres e coisas, tira do poeta a alegria de viver.
O poeta atribui ao mundo exterior estados de espírito que o envolvem.
Comentário:Casimiro de Abreu é quase sempre tido como ingênuo. Poeta de enorme popularidade, sua obra oferece um acesso fácil, musical, sem complexidade filosófica ou psicológica, que agrada os leitores menos exigentes.
4. (FUVEST) "O indianismo dos românticos [...] denota tendência para particularizar os grandes temas, as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental, inserindo-as na realidade local, tratando-as como próprias de uma tradição brasileira."

(Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira)


Considerando-se o texto acima, pode-se dizer que o indianismo, na literatura romântica brasileira:
procurou adaptar os modelos europeus à realidade local.
Comentário:A alternativa é explicitada no texto de Antonio Candido, que se refere à inserção dos temas e atitudes da literatura romântica ocidental na realidade local, tratando-os como próprios de uma tradição brasileira. Segundo o crítico, a realidade local foi subordinante e os modelos europeus foram adaptados a ela. A alternativa B, que pode ter confundido o estudante, inverte a relação entre subordinante e subordinado, como proposta no fragmento transcrito.
5.

TEXTO 1

Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam mais de cem mil-réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade.

(Murilo Mendes)




TEXTO 2

lá?
ah
sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...

cá?
bah

(José Paulo Paes)


Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura, cujo autor foi:
Gonçalves Dias
Comentário:Os textos apresentados pertencem à 1ª geração modernista, que tinha como uma de suas características parodiar as produções literárias dos primeiros movimentos literários nacionais. Neste caso, o poema "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias.
6. (FUVEST)

Cantei o monge, porque ele é escravo, não da cruz, mas do arbítrio de outro homem.
Cantei o monge, porque não há ninguém que se ocupe de cantá-lo.
E por isso que cantei o monge, cantei também a morte.
É ela o epílogo mais belo de sua vida: e seu único triunfo.


O autor do trecho acima é um poeta da segunda geração romântica brasileira. Pelo fato de não utilizar frequentemente um tipo de linguagem própria da geração em que se encaixa, oscila, muitas vezes, entre a tradição clássica e o pessimismo. Trata-se de:
Junqueira Freire.
Comentário:Junqueira Freire, injustamente banido de nossas antologias escolares, é autor de Inspirações do Claustro e Contradições Poéticas, coletâneas de poemas românticos da 2ª geração, chamada individualista, mal-do-século, byroniana, gótica, ultra-romântica. Conhecido como o "poeta-monge", Junqueira Freire tentou, na vida monástica, a superação das tensões adolescentes, enclausurando-se num mosteiro sob o nome eclesiástico de Frei Luís da Santa Escolástica. Sem vocação genuinamente mística e ascética, a solução escapista da vida monacal chocava-se com as pulsões eróticas e mórbidas da adolescência romântica. Sua poesia, por vezes próxima do melhor Álvares de Azevedo, é, em grande parte, projeção desse conflito, como demonstra o texto que encabeça a questão.
7.

Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

(Castro Alves)


Aponte a alternativa que não se aplica ao texto:
O sonho dantesco expressa a indignação do eu-lírico diante do desajuste opressor/oprimido da sociedade brasileira do século XIX.
O sonho dantesco é o resultado da inadaptação do poeta ao mundo, devido a seus conflitos exclusivamente interiores.
Comentário:A obra de Castro Alves é marcada pela preocupação com questões cadentes de seu tempo, com o abolicionismo e a expansão do movimento republicano.
8. Leia atentamente o texto abaixo

Ontem plena liberdade...
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade!
Nem são livres pra... morrer!
Prende-os a mesma corrente
Férrea, lúgubre serpente
Nas roscas da escravidão...
(...)
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus...


Sobre esse texto, não é correto afirmar que:
pelo tema que explora classifica-se na corrente social da poesia romântica.
traduz o pessimismo e o egocentrismo do poeta romântico diante da impossibilidade de mudar o mundo.
Comentário:A alternativa e é equivocada, pois não se verificam no texto apresentado o pessimismo e o egocentrismo, características da 2ª geração romântica. O texto em questão corresponde à poesia da 3ª geração romântica, dita condoreira.
9. (FUVEST)

Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
Vós, que o templo das idéias
Largo - abris às multidões,
P'ra o batismo luminoso
Das grandes revoluções,
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclos nus,
Fazei desse "rei dos ventos"
— Ginete dos pensamentos,
— Arauto da grande luz!...

(Castro Alves)


O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro, nesses versos de "O livro e a América", permite afirmar corretamente que, no contexto de Espumas Flutuantes,
o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica, em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais
Comentário:Ao aproximar metaforicamente o livro ao "germe" e à "chuva", na primeira estrofe, e, ao fazer o trem de ferro acordar o "tigre" e espantar "os caboclos nus", o poeta relaciona as imagens do progresso e da técnica às sugestões da natureza e não vê qualquer incompatibilidade entre esses dois universos, que outros românticos concebiam antagônicos e inconciliáveis.
10. (FUVEST)

LEITO DAS FOLHAS VERDES

Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração. movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.

Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.

Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.

Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!

A flor que desabrocha ao romper d'alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.

(Gonçalves Dias)


Assinale a alternativa correta com relação ao texto.
O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais, para expressar o amor por meio da espera.
Apesar da intensa presença da natureza, o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo, pela presença dos elementos mitológicos.
Comentário:A alternativa b é a única que contempla corretamente uma característica relevante do poema de Gonçalves Dias: a presença de um emissor, de um eu-lírico feminino, à maneira das cantigas de amigo da tradição medieval lusa, de cunho provavelmente autóctone, pré-literário, anterior à influência mais refinada da poesia trovadoresca das Cortes ocitânicas. Mas, contrariamente à espontaneidade dos cantares de amigo, o poema de Gonçalves Dias resulta de uma sofisticada elaboração imagética, ocultando sob o ritmo prosaico dos versos brancos requintados jogos sonoros, que incluem o aproveitamento da sonoridade da língua indígena: "bagari", "arasóia" etc.

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