20 de mai. de 2011

O QUINHENTISMO NO BRASIL 1º Ano EM

QUINHENTISMO

O Quinhentismo foi o primeiro movimento literário no Brasil. Em relação aos demais, sua importância é um tanto quanto menos expressiva na literatura, por não apresentar nenhum escritor brasileiro; ou, ainda, nenhum "escritor". Apesar disso, muitos dos maiores vestibulares do país pedem que seus vestibulandos tenham conhecimento desta matéria. Além disso, serve também como conhecimento geral para aqueles que gostam do assunto. O movimento iniciou-se com o "ínicio" do Brasil (sim, eu sei. O Brasil existia antes do descobrimento, mas para a literatura, assim como para muitas outras coisas, sua história começa quando os portugueses chegam ao país). Seu fim foi marcado pela publicação de Prosopopéia, de Gonçalves de Magalhães, que já tinha algumas tendências barrocas.


O Descobrimento das Américas marca, antes de mais nada, a transição entre a Idade Média e a Idade Moderna. A Europa vive o auge do Renascimento, o capitalismo mercantil toma o lugar dos feudos, e o êxodo rural provoca o início da urbanização. Houve também, neste período, uma crise na Igreja: o novo grupo dos protestantes contra o grupo dos fiéis católicos (estes últimos no movimento da Contra-Reforma). Durante a maioria deste período, o Brasil era colonizado por Portugal. Os documentos eram escritos por jesuítas e colonizadores portugueses; o primeiro autor brasileiro apareceria, mais tarde, somente no movimento barroco, Gregório de Matos.

Resumo do Quinhentismo

Momento sócio-cultural

.Início da exploração da colônia: extração de pau-brasil e do cultivo da ca-
na de açúcar.
.Expedições de exploração e reconhecimento da nova terra.
.Vinda dos jesuítas: trabalho de catequese dos índios e formação dos primei-
ros colégios.

Características literárias

.Literatura de caráter documental sobre o Brasil de cronistas e viajantes
estrangeiros.
.Literatura "pedagógica" dos jesuítas, visando à catequese dos índios.


Autores e obras

.Carta de Pero Vaz de Caminha ("certidão de nascimento" do Brasil)

Literatura de informação
.Pero Magalhães Gândavo: História da província de Santa Cruz a que vulgar-
mente chamamos Brasil

.Gabriel Soares de Sousa: Tratado descritivo do Brasil

Literatura de catequese

.Padre Manuel da Nóbrega: Diálogo sobre a conversão do gentio
.Padre José de Anchieta: Na festa de São Lourenço (peça teatral), Poema à
Virgem
(de tradição medieval)

LUÍS DE CAMÕES 1º Ano EM


Expressão acabada das glórias de sua terra e do homem renovado pela Renascença, Camões consolidou a língua portuguesa e conferiu-lhe amplitude, aptidão e maleabilidade capazes de abarcar motivos de significado nacional e universal ao mesmo tempo.

Luís Vaz de Camões nasceu provavelmente em Lisboa em 1524 ou, para outros, 1525. Sua família era de pequenas posses, mas freqüentava a corte ou ocupava cargos importantes, como o do tio que era prior do mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, onde o poeta teria feito o curso de artes. Graças a esse começo se firmaram as bases de sua sólida formação cultural, que levou Wilhelm Storck a chamá-lo "filho legítimo do Renascimento, e humanista dos mais doutos e distintos de seu tempo".

De 1542 a 1545 parece ter morado em Lisboa, vivendo as primeiras paixões amorosas e dificuldades com o meio. Não se sabe com certeza por que foi forçado a trocar a capital pelo desterro no Ribatejo, mas por volta de 1547 se alistou no serviço militar e seguiu para o norte da África. Em combate perto de Ceuta, no Marrocos, perdeu o olho direito. De volta a Lisboa em 1549, conviveu um tanto com a nobreza, outro tanto com a noite das ruas e dos bordéis. Impetuoso, em 1552 feriu à espada um cavalariço do rei e foi condenado a um ano de prisão.

TROVADORISMO 1º Ano EM


Durante a Idade Média, a poesia era apresentada em espetáculos que reuniam texto e música. Seja nos palácios, seja nas feiras populares, trovadores e menestreis divertiam um público para quem a literatura não estava associada à leitura, mas sim à audição.

GIL VICENTE 1º Ano EM

O trovador era um nobre alfabetizado, que normalmente compunha versos de amor às damas da Corte. Reis e príncipes recebiam esse artista, pois era educado e sabia conviver com as regras sociais e palacianas.

A LITERATURA PORTUGUESA NA IDADE MÉDIA 1º Ano EM


Os primeiros textos da literatura portuguesa foram compostos por volta do século XII, quando Portugal surge como nação independente e a nossa língua começa a se definir, diferenciando-se progressivamente de outras línguas faladas na Península Ibérica.

19 de mai. de 2011

O QUE É LER? 1º Ano EM

Você sabe ler?

O QUE É LITERATURA? 1º Ano EM

Você sabe o que é literatura?

A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA 1º Ano EM

Por que é importante literatura?Link

EXERCÍCIOS SOBRE O ROMANTISMO 02 2º Ano EM

Literatura: exercícios sobre o Romantismo - 1º bimestre - turmas de 2ª série do Ensino Médio.

I. - Preferência pela realidade exterior sobre a interior.
II. - Anteposição da fé à razão, com valorização da mística e da intuição.
III.- Poesia descritiva de representação dos fenômenos da natureza. Detalhismo.
IV. - Gosto pelo pitoresco, pela descrição de ambientes exóticos.
V.- Atenção do escritor aos detalhes para retratar fielmente o que descreve.

1Assinale a alternativa correta.
Características gerais do Romantismo se acham expressas nas proposições:
( ) a) II e IV
( ) b) II e III
( ) c) I e IV
( ) d) II e V

___________________________________
2 - Machado de Assis representa a transição entre:
( ) a)Arcadismo e Romantismo
( ) b)Barroco e Romantismo
( ) c)Romantismo e Realismo
( ) d)Parnasianismo e Simbolismo Negrito

____________________________________
3 - Assinale a alternativa que traz apenas características do Romantismo:
( ) a)idealismo, religiosidade, objetividade, escapismo, temas pagãos.
( ) b) predomínio do sentimento, liberdade criadora, temas cristãos, natureza convencional, valores absolutos.
( ) c) egocentrismo, predomínio da poesia lírica, relativismo, insatisfação, idealismo.
( ) d)idealismo, insatisfação, escapismo, natureza convencional, objetividade.

____________________________________
4 - (UNIP-SP) Assinale a alternativa não-aplicável à poesia romântica;
( ) a) O artista goza de liberdade na metrificação e na distribuição rítmica.
( ) b) O importante é o culto da forma, a arte pela arte.
( ) c) A poesia é primordialmente pessoal, intimista e amorosa.
( ) d) Enfatiza-se a auto-expressão, o subjetivismo, o individualismo.
( ) e) A linguagem do poeta é a mesma do povo: simples, espontânea.

_____________________________________
5- (UFSE-SE) No período romântico brasileiro, os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós, o Romantismo deu expressão à consolidação da independência, à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura — características que se encontram amplamente
( ) a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias.
( ) b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis.
( ) c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo.
( ) d )na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu.
( ) e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar.

___________________________
Gabarito:
1-a / 2-c / 3-c / 4-b / 5-e

EXERCÍCIOS SOBRE O ROMANTISMO 01 2º Ano EM

Você entendeu o Romantismo? Então, resolva

1. (FUVEST) Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo pela seguinte aproximação de opostos:

Aparentemente idealista, foi, na realidade, o primeiro momento do Naturalismo Literário.
Cultivando o passado, procurou formas de compreender e explicar o presente.
Pregando a liberdade formal, manteve-se preso aos modelos legados pelos clássicos.
Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao nacionalismo político.
Voltado para temas nacionalistas, desinteressou-se do elemento exótico, incompatível com a exaltação da pátria.
algumas questões.local.


2.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda.
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

(Álvares de Azevedo)


A característica do Romantismo mais evidente desta quadra é:

o espiritualismo.
o pessimismo.
a idealização da mulher.
o confessionalismo.

3.

Minh’alma é triste como a rola aflita
Que o bosque acorda desde o albor da aurora,
E em doce arrulo que o soluço imita
O morto esposo gemedora chora.

(Casimiro de Abreu)


A estrofe apresentada revela uma situação caracteristicamente romântica. Aponte-a.

A natureza agride o poeta: neste mundo, não há amparo para os desenganos amorosos.
A beleza do mundo não é suficiente para mitigar a solidão do poeta.
A morte, impregnando todos os seres e coisas, tira do poeta a alegria de viver.
O poeta recusa valer-se da natureza, que só lhe traz a sensação da morte.

4. (FUVEST) "O indianismo dos românticos [...] denota tendência para particularizar os grandes temas, as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental, inserindo-as na realidade local, tratando-as como próprias de uma tradição brasileira."

(Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira)


Considerando-se o texto acima, pode-se dizer que o indianismo, na literatura romântica brasileira:

procurou ser uma cópia dos modelos europeus.
adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus.
ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira.
deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental.

5.

TEXTO 1

Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam mais de cem mil-réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade.

(Murilo Mendes)




TEXTO 2

lá?
ah
sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...

cá?
bah

(José Paulo Paes)


Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura, cujo autor foi:

Álvares de Azevedo
Gonçalves Dias
Fagundes Varela
Gonçalves de Magalhães

6. (FUVEST)

Cantei o monge, porque ele é escravo, não da cruz, mas do arbítrio de outro homem.
Cantei o monge, porque não há ninguém que se ocupe de cantá-lo.
E por isso que cantei o monge, cantei também a morte.
É ela o epílogo mais belo de sua vida: e seu único triunfo.


O autor do trecho acima é um poeta da segunda geração romântica brasileira. Pelo fato de não utilizar frequentemente um tipo de linguagem própria da geração em que se encaixa, oscila, muitas vezes, entre a tradição clássica e o pessimismo. Trata-se de:

Castro Alves.
Junqueira Freire.
Gonçalves Dias.
Casimiro de Abreu.

7.

Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

(Castro Alves)


Aponte a alternativa que não se aplica ao texto:

O sonho dantesco a que se refere o poeta compõe-se de figuras humanas, os escravos.
Sonho dantesco remete às cenas horríveis do "Inferno", descritas na Divina Comédia, de Dante Alighieri.
O sonho dantesco expressa a indignação do eu-lírico diante do desajuste opressor/oprimido da sociedade brasileira do século XIX.
A expressão sonho dantesco conota a recusa em admitir que o que se via era real.
O sonho dantesco é o resultado da inadaptação do poeta ao mundo, devido a seus conflitos exclusivamente interiores.


8. Leia atentamente o texto abaixo

Ontem plena liberdade...
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade!
Nem são livres pra... morrer!
Prende-os a mesma corrente
Férrea, lúgubre serpente
Nas roscas da escravidão...
(...)
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus...


Sobre esse texto, não é correto afirmar que:

mostra o traço romântico do inconformismo.
dá tratamento eloquente à linguagem para tratar do tema da escravidão.
pode ser identificado com a poesia abolicionista de Castro Alves.
pelo tema que explora classifica-se na corrente social da poesia romântica.
traduz o pessimismo e o egocentrismo do poeta romântico diante da impossibilidade de mudar o mundo.



9. (FUVEST)

Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
Vós, que o templo das idéias
Largo - abris às multidões,
P'ra o batismo luminoso
Das grandes revoluções,
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclos nus,
Fazei desse "rei dos ventos"
— Ginete dos pensamentos,
— Arauto da grande luz!...

(Castro Alves)


O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro, nesses versos de "O livro e a América", permite afirmar corretamente que, no contexto de Espumas Flutuantes,

o poeta romântico assume o ideal do progresso, abandonando as preocupações com a História.
o entusiasmo pelo progresso técnico e cultural determina a superação do encantamento pela natureza.
o entusiasmo pelo progresso cultural se contrapõe ao temor do progresso técnico, que agride a natureza.
o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica, em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais
o poeta romântico propõe que literatura e natureza somem forças contra a invasão do progresso técnico.



10. (FUVEST)

LEITO DAS FOLHAS VERDES

Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração. movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.

Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.

Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.

Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!

A flor que desabrocha ao romper d'alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.

(Gonçalves Dias)


Assinale a alternativa correta com relação ao texto.

Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos, tais como "luar", "vales", "bosque" e "perfumes", pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista.
O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais, para expressar o amor por meio da espera.
O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista, recebida principalmente de Camões.
Apesar da intensa presença da natureza, o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo, pela presença dos elementos mitológicos.
Mesmo sendo romântico, notam-se ainda no poema os aspectos marcantes do Arcadismo, principalmente no que diz respeito ao bucolismo.



Literatura - Romantismo (10 questões)

1. (FUVEST) Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo pela seguinte aproximação de opostos:
Cultivando o passado, procurou formas de compreender e explicar o presente.
Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao nacionalismo político.
Comentário:A liberdade de criação propiciou ao romântico a amplitude temática, reforçada pela multiplicidade de assuntos que oferecia o mundo da época, com seus conflitos, transformações e interesses.
2.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda.
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

(Álvares de Azevedo)


A característica do Romantismo mais evidente desta quadra é:
a idealização da mulher.
Comentário:A figura da mulher é quase sempre convertida em anjo, figura poderosa e inatingível, ou em demônio, capaz de mudar a vida do homem, de levá-lo à morte e à loucura.
3.

Minh’alma é triste como a rola aflita
Que o bosque acorda desde o albor da aurora,
E em doce arrulo que o soluço imita
O morto esposo gemedora chora.

(Casimiro de Abreu)


A estrofe apresentada revela uma situação caracteristicamente romântica. Aponte-a.
A morte, impregnando todos os seres e coisas, tira do poeta a alegria de viver.
O poeta atribui ao mundo exterior estados de espírito que o envolvem.
Comentário:Casimiro de Abreu é quase sempre tido como ingênuo. Poeta de enorme popularidade, sua obra oferece um acesso fácil, musical, sem complexidade filosófica ou psicológica, que agrada os leitores menos exigentes.
4. (FUVEST) "O indianismo dos românticos [...] denota tendência para particularizar os grandes temas, as grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental, inserindo-as na realidade local, tratando-as como próprias de uma tradição brasileira."

(Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira)


Considerando-se o texto acima, pode-se dizer que o indianismo, na literatura romântica brasileira:
procurou adaptar os modelos europeus à realidade local.
Comentário:A alternativa é explicitada no texto de Antonio Candido, que se refere à inserção dos temas e atitudes da literatura romântica ocidental na realidade local, tratando-os como próprios de uma tradição brasileira. Segundo o crítico, a realidade local foi subordinante e os modelos europeus foram adaptados a ela. A alternativa B, que pode ter confundido o estudante, inverte a relação entre subordinante e subordinado, como proposta no fragmento transcrito.
5.

TEXTO 1

Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam mais de cem mil-réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade.

(Murilo Mendes)




TEXTO 2

lá?
ah
sabiá...
papá...
maná...
sofá...
sinhá...

cá?
bah

(José Paulo Paes)


Os textos acima parodiam importante poema de nossa literatura, cujo autor foi:
Gonçalves Dias
Comentário:Os textos apresentados pertencem à 1ª geração modernista, que tinha como uma de suas características parodiar as produções literárias dos primeiros movimentos literários nacionais. Neste caso, o poema "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias.
6. (FUVEST)

Cantei o monge, porque ele é escravo, não da cruz, mas do arbítrio de outro homem.
Cantei o monge, porque não há ninguém que se ocupe de cantá-lo.
E por isso que cantei o monge, cantei também a morte.
É ela o epílogo mais belo de sua vida: e seu único triunfo.


O autor do trecho acima é um poeta da segunda geração romântica brasileira. Pelo fato de não utilizar frequentemente um tipo de linguagem própria da geração em que se encaixa, oscila, muitas vezes, entre a tradição clássica e o pessimismo. Trata-se de:
Junqueira Freire.
Comentário:Junqueira Freire, injustamente banido de nossas antologias escolares, é autor de Inspirações do Claustro e Contradições Poéticas, coletâneas de poemas românticos da 2ª geração, chamada individualista, mal-do-século, byroniana, gótica, ultra-romântica. Conhecido como o "poeta-monge", Junqueira Freire tentou, na vida monástica, a superação das tensões adolescentes, enclausurando-se num mosteiro sob o nome eclesiástico de Frei Luís da Santa Escolástica. Sem vocação genuinamente mística e ascética, a solução escapista da vida monacal chocava-se com as pulsões eróticas e mórbidas da adolescência romântica. Sua poesia, por vezes próxima do melhor Álvares de Azevedo, é, em grande parte, projeção desse conflito, como demonstra o texto que encabeça a questão.
7.

Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

(Castro Alves)


Aponte a alternativa que não se aplica ao texto:
O sonho dantesco expressa a indignação do eu-lírico diante do desajuste opressor/oprimido da sociedade brasileira do século XIX.
O sonho dantesco é o resultado da inadaptação do poeta ao mundo, devido a seus conflitos exclusivamente interiores.
Comentário:A obra de Castro Alves é marcada pela preocupação com questões cadentes de seu tempo, com o abolicionismo e a expansão do movimento republicano.
8. Leia atentamente o texto abaixo

Ontem plena liberdade...
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade!
Nem são livres pra... morrer!
Prende-os a mesma corrente
Férrea, lúgubre serpente
Nas roscas da escravidão...
(...)
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus...


Sobre esse texto, não é correto afirmar que:
pelo tema que explora classifica-se na corrente social da poesia romântica.
traduz o pessimismo e o egocentrismo do poeta romântico diante da impossibilidade de mudar o mundo.
Comentário:A alternativa e é equivocada, pois não se verificam no texto apresentado o pessimismo e o egocentrismo, características da 2ª geração romântica. O texto em questão corresponde à poesia da 3ª geração romântica, dita condoreira.
9. (FUVEST)

Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
Vós, que o templo das idéias
Largo - abris às multidões,
P'ra o batismo luminoso
Das grandes revoluções,
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboclos nus,
Fazei desse "rei dos ventos"
— Ginete dos pensamentos,
— Arauto da grande luz!...

(Castro Alves)


O tratamento dado aos temas do livro e do trem de ferro, nesses versos de "O livro e a América", permite afirmar corretamente que, no contexto de Espumas Flutuantes,
o poeta romântico se abre ao progresso e à técnica, em que não vê incompatibilidade com os ciclos naturais
Comentário:Ao aproximar metaforicamente o livro ao "germe" e à "chuva", na primeira estrofe, e, ao fazer o trem de ferro acordar o "tigre" e espantar "os caboclos nus", o poeta relaciona as imagens do progresso e da técnica às sugestões da natureza e não vê qualquer incompatibilidade entre esses dois universos, que outros românticos concebiam antagônicos e inconciliáveis.
10. (FUVEST)

LEITO DAS FOLHAS VERDES

Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração. movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.

Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.

Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.

Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!

A flor que desabrocha ao romper d'alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.

(Gonçalves Dias)


Assinale a alternativa correta com relação ao texto.
O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais, para expressar o amor por meio da espera.
Apesar da intensa presença da natureza, o poema em questão já se aproxima do Parnasianismo, pela presença dos elementos mitológicos.
Comentário:A alternativa b é a única que contempla corretamente uma característica relevante do poema de Gonçalves Dias: a presença de um emissor, de um eu-lírico feminino, à maneira das cantigas de amigo da tradição medieval lusa, de cunho provavelmente autóctone, pré-literário, anterior à influência mais refinada da poesia trovadoresca das Cortes ocitânicas. Mas, contrariamente à espontaneidade dos cantares de amigo, o poema de Gonçalves Dias resulta de uma sofisticada elaboração imagética, ocultando sob o ritmo prosaico dos versos brancos requintados jogos sonoros, que incluem o aproveitamento da sonoridade da língua indígena: "bagari", "arasóia" etc.

O ROMANTISMO 2º Ano EM

Apesar de ser, do ponto de vista ideológico, uma arte revolucionária, o Arcadismo era, do ponto de vista estético, uma arte conservadora, pois se limitava fundamentalmente a eliminar os exageros do Barroco e a retomar os modelos do Classicismo do século XVI. Criar uma linguagem verdadeiramente nova, identificada com os padrões mais simples de vida do novo público consumidor, a burguesia, foi tarefa que coube ao Romantismo.

EXERCÍCIOS SOBRE O PRÉ-MODERNISMO 3º Ano EM

Vamos responder essas questões sobre o Pré-Modernismo?

14 de mai. de 2011

O PRÉ-MODERNISMO 3º Ano EM


O Brasil inaugura o século XX com uma nova elite no poder: os "homens novos", que, duasLink décadas antes, exigiram a abolição da escravatura, decretaram o fim da Monarquia e proclamaram a República. Os recém-empossados, cheios de esperança com a situação promissora da economia cafeeira e interessados em atrair investimentos estrangeiros decidiram modernizar o Rio de Janeiro. Assim, nasce o Pré-Modernismo.. Novas obras aparecem nesse novo cenário brasileiro.

20 de set. de 2010

O MELHOR LUGAR PARA VIVER É O MEU RIO GRANDE DO SUL


... E mostrar para quem quiser ver um lugar para viver sem chorar...
É o meu Rio Grande do Sul...
Céu, sol, sul terra e cor...

EU SOU DO SUL


Eu sou do Sul e me orgulho de ser do Sul. Eu sou do meu Rio Grande do Sul...

QUERÊNCIA AMADA MEU RIO GRANDE DO SUL


Quem quiser saber quem sou Olha para o céu azul E grita junto comigo Viva o Rio Grande do Sul O lenço me identifica Qual a minha procedência Da província de São Pedro Padroeiro da querência Ó meu Rio Grande de encantos mil Disposto a tudo pelo Brasil Querência amada dos parreirais Da uva vem o vinho Do povo vem o carinho Bondade nunca é demais Berço de Flores da Cunha E de Borges de Medeiros Terra de Getúlio Vargas Presidente brasileiro Eu sou da mesma vertente Que Deus saúde me mande Que eu possa ver muitos anos O céu azul do Rio Grande Te quero tanto torrão gaúcho Morrer por ti me dou no luxo Querência amada, planície e serra Dos braços que me puxa Da linda mulher gaúcha Beleza da minha terra Meu coração é pequeno Porque Deus me fez assim O Rio Grande é bem maior Mas cabe dentro de mim Sou da geração mais nova Poeta bem macho e guapo Nas minhas veias escorre O sangue herói de Farrapos Deus é gaúcho de espora e mango Foi maragato ou foi ximango Querência amada, meu céu de anil Este Rio Grande gigante Mais uma estrela brilhante Na bandeira do Brasil

18 de jul. de 2010

DEUS DO IMPOSSÍVEL


O DEUS do impossível não desistiu de mim...

SOU PEQUENA DEMAIS

Sou pequena demais para entender o fim da vida, só o Senhor pode nos mostrar o caminho que nos leva `a luz...

15 de jun. de 2010

O Brasil, o futebol e o povo


Nosso país tem uma vasta história no mundo do futebol, por isso, nosso povo em época de Copa do Mundo, respira, vive, trabalha e ve tudo verde e amarelo. Como povo brasileiro temos uma expectativa e uma euforia muito grandes depositadas em nossa seleção.

SOUTH AFRICA 2010 WORLD CUP


O Brasil iniciou hoje sua primeira participação na Copa do Mundo da África. Nossos representantes tiveram algumas dificuldades para vencer a Seleção da Coréia do Norte, mas com muita garra e determinação conseguiram vencer por 2x0 para alegria de seu povo.
Paralelo a Copa, a E. E. de Ens. Médio Araby Augusto Nácul desenvolveu o Projeto Copa da África 2010. Nesse projeto, todos os alunos estiveram envolvidos em estudar todos os países participantes desta Copa do Mundo. Cada turma recebeu a incumbência de estudar um ou dois países. Pesquisaram o idioma, a cultura, a religião, a economia, a forma de governo, as artes, a história, a politica, a moeda, o território e etc. Hoje, foi realizada a cerimônia de culminância do projeto em estudo.